Genebra - Mais de 22 mil casos de cólera com 584 mortes foram registados desde o início de 2011 na República Democrática do Congo (RDC), assolada nessas últimas semanas a um "aumento" da malária, particularmente na capital de Kinshasa no oeste do país.
Segundo preocupação do Gabinete de coordenação dos assuntos da ONU (Ocha) manifestada hoje (sexta-feira), "essas últimas semanas, a cólera aumentou em número de casos em pelo menos 18 porcento em relação aos registados em meados de Dezembro".
A cólera, infecção intestinal aguda devido a ingestão de água ou de alimentos contaminados pelo bacilo Vibrio cholerae, e endémica no leste do país, com 14 mil casos por ano.
No Sul - Kivu (leste), a cólera está em nítida progressão segundo o porta-voz do Gabinete de coordenação dos assuntos humanitários da ONU, Elisaberh Byrs.
A malária tomou igualmente uma rápida evolução na cidade de Kinshasa, onde foram contabilizados 248 casos sem o mês de Dezembro, representando 25 porcento dos registados na capital em um ano.
Em Ituri também, na região da província Oriental, a doença afectou 500 novas pessoas entre meados de Dezembro e de Janeiro.
Para evitar que a cólera não se torne endémica também ao longo do rio Congo, a ONU vai conceder 9,1 milhões de dólares (sete milhões de euros) do seu fundo de intervenção de urgência a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
Este dinheiro permitiria às organizações humanitárias ajudar os doentes e intensificar os seus esforços na luta contra a propagação da doença, desinfectando com cloro os barcos que circulam sobre o rio, os poços assim como as fontes de água no domicilio, segundo a ONU.