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SaúdeRealizados mais de três mil testagens para diagnóstico da malária em Angola

Angop

Muitos testes foram feitos para diagnosticar casos de malária

Luanda - Três mil e quatro centos e oitenta e cinco testagens foram realizadas para o diagnóstico da anemia e da malária em todo país, segundo dados da Direcção Nacional de Saúde Pública divulgados esta terça-feira, em Luanda, durante a apresentação de um inquérito de indicadores de malária em Angola em 2011.

Os dados a que a Angop teve acesso indicam que foram igualmente efectuadas entrevistas a mais de oito mil agregados familiares por todo país, durante as quais se verificou que as crianças que vivem na região hiperendémica ou seja em zonas com maior incidência da doença são as mais afectadas.

O inquérito refere ainda ter havido uma melhoria no uso de mosquiteiros impregnados desde 2006, em crianças menores de cinco anos e grávidas.

“Em 2011 mais de um terço dos agregados familiares em Angola possuía pelo menos um mosquiteiro tratado com insecticida, salientou o coordenador do Programa Nacional de Luta contra Malária, Filomeno Fortes, em entrevista à Angop.

A pesquisa também testou crianças apenas com anemia, já que é um sintoma comum de malária, sendo que três porcento deles têm anemia severa, o que representa um ligeiro decréscimo de quatro porcento de 2006 a 2007.

De acordo Filomeno Fortes, quanto a cobertura de tratamento preventivo intermitente (TIP) para prevenir na malária na gravidez melhorou consideravelmente nos últimos anos, salientando que as gestantes devem receber pelo menos duas doses anti-malárico fansidar durante uma consulta pré-natal.

O estudo comprovou-se que 18 porcento das mulheres grávidas no país recebeu este tratamento, sendo um aumento de seis vezes em relação ao inquérito de 2006-2007.

O inquérito de indicadores de malária em Angola 2011 foi implementado por duas empresas nacionais, nomeadamente a COSEP-Consultoria de Serviços e pela Consaúde de Angola, através do Programa Nacional de Controlo da Malária.

O estudo contou com o apoio do Instituto Nacional de Saúde Pública e do Instituto Nacional de Estatística.

A pesquisa foi financiada pelo governo americano através da iniciativa presidencial para a malária e está avaliada em mais de 3,2 milhões de dólares.