Luanda – Seis mil e 25 óbitos, derivados de malária, foram registados até Outubro deste ano, pelo Ministério da Saúde (Minsa), informou hoje, em Luanda, o titular da pasta, José Van-Dunem.
Segundo o governante, que falava durante o Fórum da Rede de Jornalistas sobre a Contribuição dos Médias na Prevenção e Luta Contra a Malária e Grandes Endemias, houve redução de dois mil e 75 casos em relação a 2010 (teve oito mil e 100 casos).
José Van-Dunem disse que essa redução confirma a tendência regressiva dos óbitos e consequentemente do impacto desta doença no país.
Disse augurar que em 2012 seja reforçada a estrutura organizativa da rede e se expanda a sua intervenção a outras endemias, como o VIH/Sida, a tuberculose, lepra, doença do sono e as doenças tropicais negligenciadas.
O ministro referiu, por outro lado, que a municipalização dos serviços de saúde visa oferecer trabalhos com qualidade mais próximo das comunidades, bem como prevenir e tratar as doenças que afectam as populações.
O governante, que falava durante o Fórum da Rede de Jornalistas sobre a Contribuição dos Médias na Prevenção e Luta Contra a Malária e Grandes Endemias, reconheceu que os desafios são enormes, pois necessita-se aumentar e estabilizar a cobertura das intervenções que ainda não satisfazem.
Referiu que é parte de um processo de descentralização política, técnica e administrativa do sistema de saúde, como igualmente do processo político vigente, que coincide com a definição do município como unidade de base para planificar, organizar e implementar os serviços e cuidados primários de saúde, incluindo a sua articulação com os níveis de referência e contra referência secundária e terciária nacional.
Nesta base, avançou que os administradores municipais são actores fundamentais na gestão, liderança e coordenação das acções e intervenções que promovem a nível local o alcance dos objectivos fixados.
Salientou que além dos factores já apontados, destacam-se outras componentes da estratégias de controlo da malária, em curso no país, nomeadamente o aumento de controlo da malária, aumento da cobertura das redes tratadas com insecticida, a introdução de testes rápidos de diagnostico e a implementação nos últimos dois anos de um projecto de luta antilarval a nível municipal.
“O ministério irá naturalmente contribuir para o seminário que se pretende fazer no próximo ano sobre este conjunto de doenças que estimula a rede e dar a sua ajuda no combate a outras doenças , bem como a mobilização das comunidades para erradicação da poliomielite e na mobilização social para a implementação adequada da poliomielite e na mobilização social para a implementação adequada do programa de municipalização dos serviços de saúde”, expressou.
Agradeceu a colaboração da OMS, Unicef e a iniciativa presidencial americana para a malária, pelo engajamento importante no combate a esta patologia em Angola.